Inspiração: Uma Feminista Cansada
Muitas coisas que crio no meu zine são situações que já
presenciei, que podem ter acontecido comigo ou não, de textos que leio, de
músicas que escuto, de cartazes de protesto que vejo e até muitas por meio de
discussões e falas de pessoas que fazem observações e colocações muito
sensatas.
Tenho grandes inspirações em todas as áreas, tanto na
filosofia, na sociologia, na antropologia, na política, na arte ou até mesmo
frases de pessoas humildes e simples, mas que tem uma sabedoria aprendida com a
vida, mesmo sem nenhum estudo e resultante de um sofrimento que são dignos de
respeito. Confesso, até mesmo discussões de grupos dentro do facebook fechados
ou abertos, foi por meio deles que conheci muitas pessoas que fizeram colocações
em longas discussões que mudaram minha forma de pensar determinados assuntos, fizeram eu ir atrás
de leituras e documentários sobre as temáticas colocadas nestes grupos.
Estridente #2 - Inspiração em Simone de Beauvoir - Escritora e Filosofa
Muita gente deslegitima o chamado “ciberativismo”, mas acho
que foi este ativismo que me fez profundar as leituras e observar com outros
olhos no meu cotidiano e quem estava a minha volta, e até em alguns momentos me
fez perceber que eu ainda carregava comigo alguns preconceitos mesmo me
identificando como feminista.
As redes sociais atualmente, apesar de muita gente não
utilizar dessa forma, é uma grande ferramenta que pode AJUDAR na mudança sim! É
claro que só o ciberativismo não muda tudo, mas ajuda, é uma ferramenta. A
mudança é lenta e acontece com a junção de uma porção de coisas, a internet é
uma delas, não é e não pode ser a única. Eu sou a prova viva disso, porque
deixei muitos preconceitos pelo ciberativismo de outras pessoas
que esclareceram uma série de coisas que antes pareciam confusas na minha
cabeça e que eu julgava mal, inclusive oprimia.
Estridente #2
O fato de alguém ser feminista, não quer dizer que sejamos a
vida inteira pessoas extremamente coerentes e não opressoras, mas é preciso
perceber e perder essas incoerências e esses preconceitos que nem mesmo agente
percebe, um puxão de orelha de vez enquanto é bom! Isso tudo me ajudou a ser a
pessoa que sou.
Acho que meu zine pode ser sim uma ferramenta de mudança,
assim como meu trabalho como professora é uma ferramenta importante e é uma
responsabilidade enorme, assim como os protestos tem sua importância, assim
como questionar tudo a sua volta e alertar as pessoas próximas de você. Eu
disse ALERTAR e não MUDAR as pessoas, a mudança tem que partir da própria pessoa. Me lembro uma vez que um carinha que eu conhecia pessoalmente, também envolvido
com música me mandou uma indireta no facebook dizendo que estava cancelando o meu
feed de notícia porque sou chata e queria mudar o mundo e as pessoas não
fazendo nada só dando "lição de moral' (uiiiii!!), sendo que ele nem conhece os outros trabalhos que faço, do que eu
participo ou não, o que eu milito ou não. Julgam a minha militância como algo
inútil sem se quer conhecer de fato pelo que milito (de fato mesmo, sem
opiniões de senso comum).
Outros fazem pouco caso dizendo que minha militância é
inútil e ridícula, daí eu olho e vejo, as pessoa nem pelo que ela acredita está
se movimentando! Então o zine é uma resposta também para tudo isso. Pessoas que
criticam, mas que também não se movimentam pela causa delas e pelo que acham
que
deve melhorar neste mundo.
Estridente #2 - Inspirado na página Feminismo em Rede
É claro que uma militância não impede outra, eu por exemplo,
apoio muito a questão da luta contra a corrupção, a luta contra a fome, contra
o racismo, contra a homofobia, e um monte de coisas que acho que estão erradas.
As pessoas quando veem uma feminista acha que ela só luta por mulheres, e ainda
dizem que nós é que somos sexistas, sendo que nossa luta atinge homens e mulheres
e ajuda toda a sociedade a ser melhor, as responsabilidades divididas é um peso
menor nas costas dos homens, será que isso é difícil de entender?
Estridente #2 - Divulgação do Dia do Basta a Corrupção





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