Olá pessoal, tudo bem com vocês? Hoje vou falar um pouco do processo de
produção do zine impresso, como comecei a fazer e como faço hoje para ser mais econômico
para mim, já que o zine é gratuito e não tenho nada de patrocínio, tiro tudo do
meu bolso (ainda).
Quando comecei o zine, como não sabia como utilizar a
minha impressora que também é
fotocopiadora (xerox) e escâner, pois não me dou bem com tecnologias, tanto é que fiquei com um celular
tijolão por mais de 5 anos, e só atualmente – isso porque a iniciativa e quem
me deu foi minha mãe – estou com um celular um pouquinho mais atual, que toca
música, vem com fones, tem cartão de
memória, tira foto e até entra na internet de forma precária e lenta.
Acho que minha dificuldade com tecnologias que me levou
a fazer um zine oldschool, e acho que mesmo que me desse bem com tecnologia
talvez optasse pelo old, por sua estética e o rompimento com as novas formas de
se publicar zines. O formato do zine em si já é uma forma de protesto.
Fui nas
papelarias da vida tirar xerox da forma que queria para economizar papel, 4
páginas do zine por 1 folha A4, no total davam 3 folhas frente e verso, onde
corto elas no meio, dobro e junto e depois grampeio, mas infelizmente todas as
papelarias que fui pra tentar tirar xerox sempre cortavam alguma parte das
colagens ou então a impressão saía muito escura, era decepcionante porque era um dinheiro jogado fora, e o que eu fiz?
Divulguei mesmo com as colagens cortadas, fazer o que, não sou rica!!!
Confesso que as primeiras cópias as impressões eram
extremamente toscas, até que um dia aprendi a utilizar a fotocopiadora e consegui
colocar o zine da forma que queria sem cortes e caprichado, além de meu irmão
ser técnico em informática e conseguir mais barato tinta de impressora pelos
contatos que tem, portanto se tornou mais econômico.
As primeiras edições (#1 e #2) eu tirei cópias a mais
porque estava mandando para uma garota de São Paulo que tem banda feminina de
hardcore distribuir cópias do meu zine nos locais que tocavam e mesmo entre
elas no coletivo feminista chamado Emancipar, voltado também para o
protagonismo feminino na cena hardcore e punk de lá (inclusive valeu aí meninas do Anti-Corpos e coletivo
Emancipar).Apesar do gasto a mais valeu a pena!
Mas está ficando difícil mesmo tendo diminuído o custo
das impressões, por isso acabei tomando uma decisão, ano que vem começarei a pedir uma ajuda
simbólica só pra tinta e pra envio pelo correio pro pessoal de fora que faz
pedido do zine. Não tenho condições financeiras para manter isso tirando dinheiro do bolso.
Bom, tem outra coisa que quero falar, neste
finzinho de ano não poderei imprimir mais nada, a fornecedora de tinta de
impressora mais barata não receberá pedido esse ano mais, só a partir de Janeiro
de 2013 agora. Minha tinta acabou, estou bem triste porque pra própria confecção
do zine ia precisar da tinta um pouquinho. Espero que tenham paciência de esperar, pois o Estridente #4 vai ser maravilhoso! Um abraço para vocês e até a próxima.


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