sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Impressão do zine e as dificuldades



Olá pessoal, tudo bem com vocês?  Hoje vou falar um pouco do processo de produção do zine impresso, como comecei a fazer e como faço hoje para ser mais econômico para mim, já que o zine é gratuito e não tenho nada de patrocínio, tiro tudo do meu bolso (ainda).

Quando comecei o zine, como não sabia como utilizar a minha impressora que também  é fotocopiadora (xerox)  e escâner, pois não me dou bem com tecnologias, tanto é que fiquei com um celular tijolão por mais de 5 anos, e só atualmente – isso porque a iniciativa e quem me deu foi minha mãe – estou com um celular um pouquinho mais atual, que toca música,  vem com fones, tem cartão de memória, tira foto e até entra na internet de forma precária e lenta.

Acho que minha dificuldade com tecnologias que me levou a fazer um zine oldschool, e acho que mesmo que me desse bem com tecnologia talvez optasse pelo old, por sua estética e o rompimento com as novas formas de se publicar zines. O formato do zine em si já é uma forma de protesto.

Fui nas papelarias da vida tirar xerox da forma que queria para economizar papel, 4 páginas do zine por 1 folha A4, no total davam 3 folhas frente e verso, onde corto elas no meio, dobro e junto e depois grampeio, mas infelizmente todas as papelarias que fui pra tentar tirar xerox sempre cortavam alguma parte das colagens ou então a impressão saía muito escura, era decepcionante porque era um dinheiro jogado fora, e o que eu fiz? Divulguei mesmo com as colagens cortadas, fazer o que, não sou rica!!!


Confesso que as primeiras cópias as impressões eram extremamente toscas, até que um dia aprendi a utilizar a fotocopiadora e consegui colocar o zine da forma que queria sem cortes e caprichado, além de meu irmão ser técnico em informática e conseguir mais barato tinta de impressora pelos contatos que tem, portanto se tornou mais econômico.

As primeiras edições (#1 e #2) eu tirei cópias a mais porque estava mandando para uma garota de São Paulo que tem banda feminina de hardcore distribuir cópias do meu zine nos locais que tocavam e mesmo entre elas no coletivo feminista chamado Emancipar, voltado também para o protagonismo feminino na cena hardcore e punk de lá (inclusive valeu aí meninas do Anti-Corpos e coletivo Emancipar).Apesar do gasto a mais valeu a pena!

Mas está ficando difícil mesmo tendo diminuído o custo das impressões, por isso acabei tomando uma decisão,  ano que vem começarei a pedir uma ajuda simbólica só pra tinta e pra envio pelo correio pro pessoal de fora que faz pedido do zine. Não tenho condições financeiras para manter isso tirando dinheiro do bolso.

Bom, tem outra coisa que quero falar, neste finzinho de ano não poderei imprimir mais nada, a fornecedora de tinta de impressora mais barata não receberá pedido esse ano mais, só a partir de Janeiro de 2013 agora. Minha tinta acabou, estou bem triste porque pra própria confecção do zine ia precisar da tinta um pouquinho. Espero que tenham paciência de esperar, pois o Estridente #4 vai ser maravilhoso! Um abraço para vocês e até a próxima. 

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